sábado, 15 junho
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Garota revela estupro e procura outras vítimas para ajudar a encontrar estuprador

Foram oito anos de angústia e sofrimento, até que Luiza Borja Moreira criasse coragem para denunciar os abusos que sofreu na infância. O relato, que se tornou público através de uma postagem com grande repercussão nas redes sociais, fez com que a jovem recebesse ainda mais apoio, principalmente de familiares e amigos. Ela agora busca outras vítimas do mesmo estuprador para fazer com que ele pague pelos crimes que cometeu.

O ano era 2012. Luiza ainda estava com 11 anos. Ela conta que, ao seguir da casa de uma avó que morava na rua Rui Correia para a outra que morava na rua Ubá no bairro Vila Garcia, foi cercada e obrigada a entrar na casa do homem. Ela implorou para ir embora, gritou por socorro, mas foi jogada ao chão e agredida com chutes nos braços, na barriga e na cabeça. Com Luiza caída, o acusado tirou a roupa e a estuprou.

Depois de abusar sexualmente da menina, o estuprador gritou para que ela saísse e, ainda disse, ironicamente “agora você pode ir embora.” Enquanto se levantava, a garota foi ameaçada e ouviu o homem dizer que faria o mesmo com sua avó caso contasse para alguém. Isso fez com que Luiza convivesse sozinha com o medo e a angústia. E os familiares, sem saberem o que havia acontecido, viram a menina tranquila se transformar em uma garota arredia e agressiva. Foi assim, até que ela encontrasse forças para revelar o que aconteceu.

“Medo, solidão, insegurança, angústia, humilhação, vergonha, culpa, ansiedade, nojo, impotência. Depois de oito anos vivendo esse mix de sentimentos descobri, vendo os meus pais chorarem por causa do meu relato, que eu não estava sozinha. Que poderia ter contado antes e sofrido menos. Isso me deu força para contar para mais pessoas”, revelou Luiza.

Ela não voltou a ser estuprada, embora tenha sido perseguida por ele outras vezes. Luiza afirma ter a certeza, no entanto, que o homem não parou de cometer abusos contra outras crianças. A garota esclarece que ele continua morando próximo às escolas Guiomar de Melo, Monsenhor Fleury e Professora Madalena Maria de Melo e pode estar aliciando crianças e adolescentes.

A denúncia de Luiza foi levada ao Ministério Público e encaminhada para a Polícia Civil dar continuidade às investigações. Luiza quer ajudar outras vítimas de estupro e reforçar a denúncia para que o estuprador seja condenado e pague pelos crimes que cometeu.

“Gostaria de fazer um apelo a todas as mulheres que já foram violentadas de alguma forma. O nosso grito precisa ser ouvido. Busquem ajuda, denunciem, vão atrás dos seus direitos e da sua liberdade, pois a dor é muito mais suportável quando compartilhada. Peço, em especial, que se tiver alguma outra vítima desse homem, que entre em contato comigo para lutarmos juntas por justiça. Você não está sozinha e essa luta é nossa!”

Instagram: @luizaborjam

Materia e fonte : Patos Hoje, Maurício Rocha.

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