sábado, 15 junho
Publicidade
Publicidade
InícioNotíciasPatrocinioMinas deve enfrentar novas ondas de covid-19 até meados de 2021

Minas deve enfrentar novas ondas de covid-19 até meados de 2021

Secretário de Saúde, Carlos Eduardo Amaral alerta que, sem vacina, epidemia terá "idas e vindas" e abertura de cidades pode ser suspenso

Mesmo que o pico da covid-19 aconteça em julho, conforme previsto atualmente, os mineiros não devem ver o ritmo de proliferação da doença reduzir de forma linear nos próximos meses. O governo estadual estima que Minas Gerais deve enfrentar outras ondas de infecção por coronavírus até, ao menos, meados de 2021.

Na prática, isso significa que, até lá, o Estado deve passar por fases de estabilidade da epidemia, intercaladas com momentos em que a taxa de contaminação terá aumentos “mais acentuados”, conforme explica o secretário de Saúde, Carlos Eduardo Amaral.

Em entrevista ao R7, o médico que coordena as ações de enfrentamento da pandemia em Minas avaliou que os próximos meses devem ser marcados por “idas e vindas”.

— O que temos vistos em vários países é que primeiro se tem uma onda um pouco mais forte e, depois, ao longo do tempo, tem-se pequenas ondas que vão retornando. Mas ainda não é possível afirmar quantas teremos.

O fenômeno do novo aumento de casos, conhecido como segunda onda, já foi alertado pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Segundo Amaral, o meio mais eficiente para evitá-lo é a criação de uma vacina, o que ainda não há previsão para ocorrer.

ocorrida quando a maior parte da população já teve contato com o vírus e, por isto, fica imunizada. O secretário avalia, no entanto, que Minas está longe desta realidade.

Enquanto o cenário não muda, a equipe da SES (Secretaria de Estado de Saúde) vai monitorar a força da epidemia em cada uma das 14 regiões de Minas. Segundo Amaral, caso a situação comece a sair da controle em alguma cidade, o Governo do Estado pode inteferir em relação às medidas de flexibilização.

— O que nós vemos é que a epidemia vai andando. Caso tenhamos alguma região com descontrole muito grande, não nos vai restar alternativa a não ser indicar um lockdown, que seria um isolamento muito mais agressivo.

Pico da covid-19

O pico da epidemia de covid-19 representa a data em que determinada região deve atingir o maior número de infectados no mesmo dia, demandando a maior quantidade de atendimento médico simultaneamente.

Logo após a chegada do vírus no Brasil, a SES calculava precisar de 5.500 leitos de UTI (unidade de tratamento intensivo) apenas para pacientes em estado grave com coronavírus, já no início de abril.

A adoção das medidas de isolamento social garantiu ao Governo Estadual conseguir postergar este pico, pelo menos, seis vezes. Agora, a estimativa atual, que segundo o secretário está se concretizando, prevê o maior número de novos casos para meados de julho – quando deve haver demanda por 1.244 leitos de terapia complexa no mesmo dia.

— Todas as medidas que tomamos é para que convivamos com o vírus sem ter o pico porque ele representa um agravamento na situação e uma dificuldade na gestão de leitos, mas entendemos que as pessoas vão ter a doença. Não tem como não ter, já que não há vacinas.

R7

VEJA TAMBÉM
Enquete

Qual melhor nome para Patrocínio?

Publicidade
Não foi possível carregar esta votação.

Últimas Notícias

Publicidade
Publicidade
Publicidade
×